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quarta-feira, 20 de julho de 2011

É madrugada.

Aqui estou eu mais vez com meus pensamentos, meus devaneios, sonhos e esperanças. Lá fora passa um vento suave e refrescante. Bem queria eu que além de poder sentí-lo, pudesse eu abrir o meu peito e deixar que ele levasse de mim tudo que agora está pesando em meu interior.

Era como aquela criança que solta em um parque florido e ensolarado. Era como planta regada com as águas cristalinas da vida. Foi como um sopro de vida que passou por este mundo.

Naquele instante em que aquele garoto sentiu o punhal atravessar seu coração, ele segurou com todas as forças aquela ponta de esperança no grande abismo que sua alma se tornara. Era como um facho de luz que ele cultivava dentro si. Ele não sabia que fachos de luzes cresciam quando cuidados. E seguindo aquela luz, ele descobriu o sol que iluminou os dias nublados e cinzas de sua passagem pelo mundo dos mortais.

O vento ainda soprava lá fora enquanto palavras eram trazidas ao seu coração, regando e cuidando daquele vasto jardim onde sonhos foram plantados, onde esperanças futuras brotaram, como se fosse uma praça encantada.

Todas as árvores ali cultivadas tinham em sua folhagem a cor viva da vida e a sombra criada por elas revigorava as forças, fortalecia. Não era preciso dizer palavra. Estar naquele local era suficiente. E era assim, sem dizer palavra do que se passava, mas feliz por estar li, que ele seguia pisando sobre a terra. Era parte dele o que ali fora plantado.

As cores vivas eram parte de seu olhar e os frutos do jardim seguiam seus passos.

domingo, 5 de junho de 2011




Mortal Kombat 9 - PS3 / XBox 360 - Análise

Um pouco de História

Anos 90.

Época em que os fliperamas dominavam e, muitos garotos como eu, passavam tardes inteiras (até matava aula às vezes) para jogar. Lembro-me da primeira vez que vi uma máquina de Street Fighter 2. Foi amor à primeira vista. Aquilo para mim, que na época beirava os 10 anos de idade, era uma verdadeira revolução e confesso que torrei, mas torrei muito dinheiro em fichinhas só pra poder dar o "parafuso" do personagem M. Bison (que era o golpe mais fácil pra mim até então). Era início do plano Real no país e o dinheirinho rendia bastante, então era diversão certa nos fliperamas dos bairros.

Dali em diante fui conhecendo variações do game Streef Fighter: Street Fighter 2 Turbo, Street Fighter 2 e meio (é assim que chamávamos aquela versão em que permite subir telas e encher a tela de Hadoukens), World Heroes - que lembravam muito os personagens da Capcom, Double Dragon, The King of Fighters estrelado por Rio e Robert e enfim, tive meu primeiro contato com Mortal Kombat. Sim, lembro-me exatamente do dia em que vi um cara jogando e pude visualizar o primeiro Fatalitie em minha vida: O Scorpion tirando sua máscara, mostrando sua face demoníaca e tostando seu inimigo com fogo, do qual restava somente os ossos que, ajoelhando-se, rendiam-se à vitória do inimigo.

Foi espetacular!!! Fiquei bobo de ver! Não só por causa dos Fatalities, mas pelo realismo então usado nos personagens que, na verdade, eram personagens reais digitalizados. Goro então não vou nem comentar.

E lá fui aprender a jogar Mortal Kombat. Primeiro com Raiden, pois seu golpe de levar o inimigo até o canto da tela e chocá-lo contra a parede era fácil de fazer. O teletransporte então nem se fala. Depois vieram Sub-Zero, Scorpion, Jhonny Cage e outros personagens. Confesso que penei bastante para aprender a apertar o botão para defender. Mas foi questão de tempo.

Passou o tempo, o game Mortal Kombat consolidou-se como um dos melhores games do gênero e vieram então os sucessores: Mortal Kombat 2 com novos personagens, novas habilidades (Babalities, Friendships), Mortal Kombat 3 que incorporou mais personagens e adotou o sistema de combos. E dali vieram Mortal Kombat 4 e assim por diante. Porém, havia algo de errado no ar.

Mortal Kombat caiu. Não havia mais a jogabilidade simples que havia no primeiro game. Apesar dos recursos e personagens serem maiores, o game entrou numa fase de rejeição do público. O produtores da antiga Midway não conseguiram adaptar o game aos consoles da nova geração e Mortal Kombat caiu no esquecimento de vez.

A última e mais recente tentativa de emplacar Mortal Kombat nos gamers atuais foi a mal sucedida edição Mortal Kombat vs DC Comics, sendo este, na minha opinião, o pior de todos já lançados: jogabilidade ruim, personagens infantis e nada de MAIS que atraísse a atenção dos gamers.


Mortal Kombat 9 - O Retorno às origens

Mortal Kombat 9 marca o retorno da franquia às plataformas de última geração e a detentora dos direitos, Warner Bros, e a produtora NetherRealm conseguiram a proeza de o fazer em altíssimo estilo. Sim, o nono episódio da franquia mais violenta dos games é um retorno às origens e consegue de forma espetacular, fazer com que jogadores das antigas, sintam nostalgia e satisfação de jogarem algo tão bem feito e elaborado.

Para aqueles que, como eu, amavam a jogabilidade simples de Mortal Kombat 1, a nona edição do jogo é um prato cheio para a diversão. Mas vamos a uma melhor análise do jogo:


.:Gráficos:.

Os gráficos de Mortal Kombat 9 são extraordinários e surpreendentes. Quem possui uma TV Full HD ficará impressionado com os detalhes e texturas - dos personagens e cenários - muito bem trabalhados e elaborados. Detalhes como iluminação e sangue nos personagens durante as batalhas tornam a experiência ainda mais excelente. Os cenários estão sombrios como nunca e com certeza você perderá a atenção e sofrerá danos em alguns deles pois são uma distração prazerosa observar tamanha perfeição e realismo. O sistema de luta continua sendo em 2D mas com gráficos 3D de altíssima resolução.


.:Jogabilidade:.

A jogabilidade como já comentei acima, é excelente. Impossível não lembrar de MK1 de 1992. Golpes e combos estão simples e fáceis de fazer. Com poucos minutos de jogo você pode aprender a executar combos, golpes e contra-golpes adaptados ao jogo.


.:Personagens:.

Personagem é o que não falta em Mortal Kombat 9. Nele estão reunidos quase todos os personagens de edições anteriores, todos bem trabalhados graficamente e usualmente. Os golpes de cada um estão bem elaborados sendo possível criar combos a partir de sequência deles. O sistema de golpe alto e golpe baixo foi substituído por golpe com braços e pernas direita e esquerda. Assim como em Tekken, cada personagem possui uma lista de golpes acessível através do botão Start > Comand List, onde você encontra golpes, combos, golpes especiais e Fatalities. Cada personagem possui agora um novo sistema de golpes chamado X-Ray, onde é possível visualizar com detalhes os danos causados nos músculos. artérias e ossos do oponente.


.:Sons:.

O som de cada golpe, golpes especiais e trilhas sonoras estão perfeitos. Os gritos de dor e angústia são muito realísticos, chegando a dar dó do personagem, especialmente nos Fatalities.



.:Novidades e Conteúdos:.

A produtora NetherRealm não poupou esforços para criar muito conteúdo para muitas horas de entretenimentos. Os conteúdos incluem muitos desafios, jogos de percepção, desafios de desempenho e força e conteúdo a ser liberado. A versão para PS3 possui um extra adicional que é a presença do personagem Kratos de God of War, com combos, golpes especiais e Fatalities.

Outra novidade é um modo de jogo chamado History Mode onde você pode acompanhar o desenrolar da trama desde Mortal Kombat 1 até a 3ª edição e conhecer detalhes da história dos personagens como a rixa entre Scorpion e Sub-Zero, como Jax adquiriu os braços de ferro e assim por diante.

Um novo modo de batalha de duplas foi incorporado ao jogo e, assim como em Marvel vs Capcom, permite que a luta seja entre duplas que pode ser contra um amigo ou você e um amigo contra a máquina.

Futuramente novos conteúdos estarão acessíveis através de download e rumores não confirmados dizem que Jason Worhees e Freddy Krueger estarão presentes no combate.



.:On Line Mode:.

O modo on line permite batalhas entre pessoas do mundo todo num sistema de salas, podendo você criar ou acessar uma sala para combates no modo normal ou em duplas. Além disso, é possível avaliar e pontuar a atuação de um jogador ao fim de uma luta.



.:Tradução:.

O game possui versão com tradução em português, porém, apresenta algumas falhas como Primer Golpe quando o primeiro golpe é acertado e você pode encontrar "Ela" no lugar de "Ele" nas legendas do modo History.



Enfim, quase 20 anos depois do lançamento do primeiro Mortal Kombat, a nona versão chega para revigorar a série. É um verdadeiro retorno à jogabilidade do passado com os modernos recursos dos consoles de última geração.

Se você ainda não jogou, irá ficar impressionado quando jogar.

A avaliação final é Nota 9/10. E a recomendação final é: Adquira um o quanto antes!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Definições

- Olá! Quem sou?

- Não sei dizer ainda.

- O que dizem sobre mim?

- Definem como rebelde, louco, perdido, desertor... herege.

- Tudo isso?

- Sim.


- A liberdade é uma rebeldia de quem decide quebrar as regras. A liberdade é loucura quando ser normal é obeceder o sistema. Estar perdido o torna livre para escolher um novo caminho. Desertar às vezes é o único modo de se curar e herege é aquele que abandona suas crenças, não aquele que decidiu enxergá-las de um ponto de vista diferente.


Pois ele não quis entender dessa forma e, ao lançar mãos das pedras do tribunal - abandonadas pelos que eram dignos de tocá-las - conseguiu levar para mais longe, aqueles que tentavam voltar.


Os gritos e ofensas que ecoam nos vales infinitos da alma o fizeram de herói a vilão, de bem feitor a carrasco. E como aquele que despreza os seus, ele conseguiu macular o interior de todos os que estavam ao seu redor. Das águas negras que bebi eu me lembro da fonte - fonte que andava nas noites e nos dias e jorrava, como o rebentar de uma represa, imprecações, insultos e infâmia a todos imperfeitos que o cercavam.


- Quem lhe trouxe aqui?

- Você!

- Não imaginava que fossem tantos...

- Sim. Todos aqueles que lhe ajudaram. Todos aqueles em quem você plantou a semente da decepção e da ingratidão.


E foi assim, tratando das feridas que suas palavras criaram, que eu decidi nunca me tornar igual você. Foi assim que eu vi o prato da vingança passar por mim e não ter coragem de tocá-lo. Foi negando tocar o banquete do rancor que aprendi a esperar o tempo retribuir as sementes plantadas no caminho.


Eu vi os degraus da soberba que você pisou. Eu vi a escadaria de sangue que lhe fez subir e me arrependi de um dia ter lhe conhecido. Mas os degraus do engano levam para frente quem neles desce e afunda quem por eles sobe.


Sua subida o trouxe até aqui. E é aqui onde eu verei, sentado na platéia, qual é a cor das pedras do Tribunal.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Águas do Tempo

Eu assistia naquele dia de nuvens cinzas e espessas o balouçar das árvores que, atacadas pelos ventos vindos do horizonte - ventos que traziam consigo recordações e lembranças das vidas que deixaram este trazer seus sentimentos, culpas, desejos e redenção - e como um que adentra ao mar e é atingido pelas ondas marinhas, eu me via envolvido agora pela força arrebatadora das recordações de um tempo que passou.


Ao sentir o impacto das ondas de recordações eu queria encontrar palavras para expressar o quão profundo era o desejo de minh'alma sentir aqueles raios de sol novamente, naquela tarde, naquele local e ter mais uma vez ao meu lado aqueles a quem concebi como amigos.


Mas lembrar de todos aqueles dias de juventude - onde os esforços eram creditados à causa e a força era o sonho de todos - era como ver a maré, cada vez mais alta e forte, submergir meu interior num turbilhão de saudades inexprimíveis que arrastavam, sem chance de escapar, meu ser para as profundezas daquele vasto oceano do passado e fazia meu espírito ser levado pelas ondas - agora turbulentas e em desordem - para um local perdido dentro de mim.


Eu tentei explicar a mim mesmo aquele sentimento incompreendido mas não consegui mensurar todas as águas que passavam agora sob meu ser. Embora não soubesse descrever a sensação daquele momento, eu não desejava voltar à tona e deixar ali, afundado na escuridão do meu ser, aquele baú trancado com as correntes da mágoa e da desilusão. E foi ali nas profundezas do meu ser que pude abrir aquele baú - outrora enterrado e perdido - e liberar todos os sentimentos aprisionados pelas algemas do medo, da censura e da crítica.


Foi então que, ao ter coragem de enfrentar a escuridão, eu pude ver a luz e, guiado por ela, eu pude emergir e sair daquelas águas como um que renasce para a liberdade.