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quarta-feira, 20 de julho de 2011

É madrugada.

Aqui estou eu mais vez com meus pensamentos, meus devaneios, sonhos e esperanças. Lá fora passa um vento suave e refrescante. Bem queria eu que além de poder sentí-lo, pudesse eu abrir o meu peito e deixar que ele levasse de mim tudo que agora está pesando em meu interior.

Era como aquela criança que solta em um parque florido e ensolarado. Era como planta regada com as águas cristalinas da vida. Foi como um sopro de vida que passou por este mundo.

Naquele instante em que aquele garoto sentiu o punhal atravessar seu coração, ele segurou com todas as forças aquela ponta de esperança no grande abismo que sua alma se tornara. Era como um facho de luz que ele cultivava dentro si. Ele não sabia que fachos de luzes cresciam quando cuidados. E seguindo aquela luz, ele descobriu o sol que iluminou os dias nublados e cinzas de sua passagem pelo mundo dos mortais.

O vento ainda soprava lá fora enquanto palavras eram trazidas ao seu coração, regando e cuidando daquele vasto jardim onde sonhos foram plantados, onde esperanças futuras brotaram, como se fosse uma praça encantada.

Todas as árvores ali cultivadas tinham em sua folhagem a cor viva da vida e a sombra criada por elas revigorava as forças, fortalecia. Não era preciso dizer palavra. Estar naquele local era suficiente. E era assim, sem dizer palavra do que se passava, mas feliz por estar li, que ele seguia pisando sobre a terra. Era parte dele o que ali fora plantado.

As cores vivas eram parte de seu olhar e os frutos do jardim seguiam seus passos.